A tendência para o consumo de alimentos e bebidas ultraprocessadas é progressiva em todo o mundo, e tem como destaque principal o elevado consumo de bebidas açucaradas, principalmente na alimentação das crianças. Segundo o estudo Nutri-Brasil Infânia (2013), que avaliou a composição dos lanches intermediários das crianças em todo o Brasil, a ingestão de açúcar nestas refeições pode ultrapassar a recomendação diária estipulada pela OMS de 22,5 gramas ao dia.

Nos últimos, as mudanças no padrão alimentar e nutricional que acontecerem no mundo, inclusive no Brasil, resultaram no aumento da obesidade. O fenômeno da transição epidemiológica e nutricional acometeu significativamente crianças e adolescentes, sendo que, entre os fatores relacionados, mudanças no estilo de vida e nos hábitos alimentares têm importante influência.

Parte do padrão alimentar observado na maioria da população tem relação com o maior consumo de bebidas açucaradas. Existe uma forte tendência para o consumo de alimentos e bebidas processados e ultraprocessados entre crianças e adolescentes, visto que esse público apresenta alta preferência por esse tipo de produto.

Segundo levantamento da ABESO – Associação Brasileira para Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica, nas últimas décadas as porções médias oferecidas em restaurantes e lanchonetes dobraram de tamanho, com destaque ao refrigerante e suco adoçado que chegou a aumentar 4 vezes. Esse tipo de crescimento tem impacto direto no desenvolvimento da obesidade e, portanto, tornam-se necessárias medicas preventivas que contribuam com a redução desse consumo.

Um estudo recente (2018) avaliou a influência da ingestão excessiva de açúcar no desenvolvimento cognitivo de crianças. O objetivo primário foi examinar associações de gravidez e consumo de sacarose e frutose com a cognição infantil. Além disso, realizaram comparações entre o consumo materno e infantil de bebidas adoçadas com açúcar, outras bebidas (refrigerante dietético, suco) e frutas. Para isso, foram avaliadas 1.234 pares de mães e filhos em uma coorte pré-natal, bem como a dieta durante a gravidez e a primeira infância, analisando os resultados cognitivos no início e na metade da infância. O consumo de sacarose durante a gestação foi inversamente associado aos parâmetros cognitivos analisados, diferentemente da ingestão de frutose presente na fruta, que não demonstrou alterações na cognição. Como conclusão, os resultados mostraram que a oferta de açúcar, especialmente em forma de sacarose, durante a gravidez e a infância podem afetar negativamente a cognição infantil, enquanto o consumo de frutas tem ação de melhorar funções comitivas.

Pensando em crianças e adolescentes em fase escolar, manter a saúde cognitiva é essencial para promover o desenvolvimento intelectual adequado, por meio de uma alimentação equilibrada. Nesse caso, a inclusão de bebidas saudáveis no lanche escolar é uma forma promissora de garantir o hábito saudável da criança.

Os sucos integrais do bem™, na versão 200ml, individual, são ótimas opções para incluir na lancheira das crianças, principalmente, no período escolar. São indicadas para garantir alta qualidade nutricional, evitar a inclusão de bebidas açucaradas e promover nutrientes para crescimento e desenvolvimento infantil.

Outro produto que pode ser ofertado na lancheira são os smoothies do bem™, consideradas bebidas de baixas calorias que podem ser atribuídas à dieta equilibrada de crianças. Com embalagens de 250ml (tamanho smoothie), apresentam alta densidade de nutrientes devido aos ingredientes que o compõem, como sementes de linhaça e chia e polpa de frutas.

REFERÊNCIAS

COHREN, J. et al. Associations of Prenatal and Child Sugar Intake With Child Cognition. Am J Prev Med., v. 54, n. 6, p. 727-735, jun. 2018.

PULGARÓN, E. Childhood Obesity: A Review of Increased Risk for Physical and Psychological Co-morbidities. Clin Ther., v. 35, n. 1, p. 1-21, jan. 2013. 

CAFÉ, A. et al. Consumo de bebidas açucaradas, leite e sua associação com o índice de massa corporal na adolescência: uma revisão sistemática. Rev Paul Pediatr., v. 36, n. 1, p. 91-99, 2018.

FISBERG, M. et al. Consumo de bebidas por crianças brasileiras com idades entre 4 e 11 anos de idade e seu impacto na ingestão de açúcar de adição: Estudo de amostragem nacional. International Journal of Nutrology, v.9, n.2, p. 169-181, Mai/Ago. 2016.