A Associação Brasileira da Indústria de Refrigerantes e Bebidas não Alcoólicas (ABIR), em 2014, apontou que o consumo per capita de bebidas como néctares, refrescos em pó, sucos concentrados e refrigerantes chegou a em torno de 180,3 litros, com tal resultado, assinalando uma ingestão significativa. Esses produtos são, comumente, compostos por alta concentração de corantes, conservantes e açúcares, substâncias prejudiciais à saúde.

Xenobióticos e impacto na saúde: conservantes e aromatizantes

A utilização de aditivos químicos nos alimentos e bebidas tem gerado um aumento significativo no desenvolvimento de alergias, principalmente em crianças. Esses componentes estão presentes em sucos artificiais e produtos ultraprocessados. No mercado, a categoria de bebidas pode ser dividida em: suco – classificado como uma bebida não fermentada, não concentrada e não diluída, feita a partir da fruta madura (50%), sem adição de aromas e corantes artificiais, sendo que, pode ser acrescida de açúcares para adoçar; néctar – bebida não fermentada, obtida da diluição da parte comestível em água ou do extrato da fruta (30 a 50% da polpa), com adição significativa de açúcares; refresco – apresenta menos de 10% da fruta, sendo o restante ingredientes adicionados como açúcares e aditivos; polpa – um produto não fermentado e obtido da parte sólida ou comestível das frutas de forma natural; suco integral – suco extraído 100% da fruta, sem adição de qualquer ingrediente; e suco reconstituído –  suco que foi concentrado para armazenagem ou transporte e depois, recebeu adição de água, apresentando propriedades semelhantes às do suco integral.

Suco integral: 100% polpa de fruta
Suco: mínimo 50% de polpa + açúcares adicionados
Néctar: de 30 a 50% de polpa + açúcares adicionados + aditivos químicos
Refresco: menos de 10% de polpa + açúcares adicionados + aditivos químicos

REFERÊNCIAS

FISBERG, M. et al. Consumo de bebidas por crianças brasileiras com idades entre 4 e 11 anos de idade e seu impacto na ingestão de açúcar de adição: Estudo de amostragem nacional. International Journal of Nutrology, v.9, n.2, p. 169-181, Maio/Ago. 2016.

BRASIL. Associação Brasileira das Indústrias de Refrigerantes e de Bebidas não Alcóolicas. Volume de produção do mercado brasileiro de bebidas não alcoólicas dos anos de 2010 a 2016. Disponível em: <https://abir.org.br/o-setor/dados/x-todas-as-bebidas-nao-alcoolicas/>. Acesso em: 04 maio 2018.