O aleitamento materno exclusivo é essencial até o sexto mês de vida e deve ser um estímulo para todas as lactantes. O leite materno é, nutricionalmente, balanceado e adequado para o desenvolvimento do sistema imunológico do bebê e equilíbrio corporal, capaz de fornecer componentes imunomoduladores que previnem a incidência de desordens intestinais e alergias. Apesar disso, muitas mulheres iniciam o uso de outros leites antes dos seis meses, principalmente, o oriundo da vaca, o que acaba provocando processos alérgicos, intolerâncias e lesões intestinais persistentes ao longo da vida.

Os índices de intolerância à lactose na população mundial são correlacionados aos aspectos culturais. No mundo, mais de 50% dos adultos apresentam intolerância à lactose, prejudicando drasticamente a absorção de nutrientes importantes ao organismo. Essa intolerância pode se desenvolver em todas as faixas etárias. Além disso, o consumo de alimentos isentos de lactose, mormente, o leite comercializado, vem se modificando diante da baixa qualidade de algumas opções existentes no mercado. Com isso, em busca de substituir esse alimento tradicional na dieta, cresceu o uso de bebidas vegetais.

As bebidas advindas dos vegetais são livres de lactose e não contêm colesterol e gordura saturada em sua composição, comumente, encontrados no leite animal. Entretanto apresentam a mesma quantidade de proteínas, minerais e vitaminas, com a vantagem de serem melhores digeridas do que os produtos lácteos. Além de benéficas à saúde, a origem de seus ingredientes não impacta negativamente o meio ambiente.

Nesse contexto, as bebidas à base de soja eram consideradas as mais vendidas no segmento de “leites” vegetais, com ressalva à sua concentração de fitoestrógenos, que poderia ser um fator relacionado à puberdade precoce em crianças. Hoje, deram espaço para produtos à base de castanha e outros grãos e oleaginosas. A bebida de castanha é fonte de proteínas, vitamina C, cálcio, ferro e fósforo. Já a de amêndoa fornece alta concentração de vitamina E. Ambas são ótimas substituições e, também, podem ser utilizadas em diversas preparações na culinária.

O número de pessoas que precisa consumir leites sem lactose ou que optou por reduzir o consumo do leite de vaca promoveu o crescimento do mercado deste segmento.

REFERÊNCIAS

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